A cantora Lexa e seu marido, MC Guimê, compartilharam recentemente a dor da perda de sua filha apenas três dias após o parto. A causa foi uma grave complicação na gestação: a pré-eclâmpsia precoce associada à síndrome de HELLP. Essas condições são emergências médicas que podem colocar em risco tanto a vida da mãe quanto a do bebê. Entenda melhor o que são essas complicações, seus sintomas e os riscos envolvidos.
O que é a pré-eclâmpsia precoce?
A pré-eclâmpsia é uma complicação gestacional caracterizada por pressão arterial elevada e sinais de danos a órgãos, como rins e fígado. Quando ocorre antes da 34ª semana de gestação, é considerada pré-eclâmpsia precoce, uma forma mais severa e de difícil controle.
Principais sintomas da pré-eclâmpsia:
- Pressão arterial elevada (hipertensão)
- Edema no corpo, especialmente no rosto e nas mãos
- Proteinúria (presença de proteína na urina)
- Dores de cabeça intensas e persistentes
- Alterações na visão (visão turva ou luzes piscando)
- Dor na parte superior do abdômen, geralmente do lado direito
- Náuseas e vômitos
Se não tratada, a pré-eclâmpsia pode evoluir para eclâmpsia, que envolve convulsões e risco de morte materna e fetal.
O que é a síndrome de HELLP?
A síndrome de HELLP é uma complicação grave associada à pré-eclâmpsia, caracterizada por três condições:
- Hemólise (destruição das hemácias)
- Elevadas enzimas hepáticas (disfunção hepática)
- Low Platelets (plaquetas baixas, que aumentam o risco de hemorragias)
Sintomas da síndrome de HELLP:
- Dor intensa na parte superior do abdômen
- Náuseas e vômitos
- Cansaço extremo
- Hematomas ou sangramentos fáceis
- Pressão alta
- Confusão mental
A síndrome de HELLP pode levar a complicações graves, como insuficiência hepática, falência renal, descolamento prematuro da placenta e até morte materna e fetal.
Quais são os fatores de risco?
Embora a pré-eclâmpsia e a síndrome de HELLP possam ocorrer em qualquer gestação, alguns fatores aumentam as chances dessas condições se manifestarem:
- Histórico familiar de pré-eclâmpsia
- Primeira gravidez
- Gravidez gemelar
- Hipertensão crônica
- Diabetes
- Obesidade
- Doenças autoimunes
- Idade materna acima de 35 anos
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da pré-eclâmpsia e da síndrome de HELLP é feito por meio de exames de pressão arterial, urina e sangue. O único tratamento definitivo é o parto, mas, dependendo da gravidade e do tempo de gestação, medidas podem ser adotadas para prolongar a gestação e proteger o bebê.
Medidas médicas incluem:
- Uso de medicamentos para controlar a pressão arterial
- Corticóides para amadurecimento pulmonar do bebê
- Monitoramento rigoroso em ambiente hospitalar
- Parto induzido ou cesariana em casos graves
Em casos como o de Lexa, onde a condição surge de forma agressiva e precoce, mesmo com intervenções médicas, o prognóstico pode ser desfavorável para o bebê.
A importância do pré-natal
O acompanhamento pré-natal é essencial para a detecção precoce de fatores de risco e complicações gestacionais. Consultas regulares e exames laboratoriais ajudam a identificar alterações na pressão arterial e outros sinais precoces da pré-eclâmpsia.
Conclusão
A história de Lexa e sua filha traz à tona a seriedade da pré-eclâmpsia precoce e da síndrome de HELLP. Essas condições reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico contínuo durante a gestação. Se você está grávida ou conhece alguém que esteja, o pré-natal cuidadoso pode salvar vidas.
Caso apresente sintomas suspeitos, procure um médico imediatamente. A prevenção e o monitoramento são as melhores formas de evitar complicações graves na gestação.